domingo, 11 de dezembro de 2011

De um sábado a noite.

Um cheiro de tédio
De monotomia;
Uma sombra, no escuro
Do entendimento, a paciência.
A força da luz
O vento gelado é a única coisa
a me tocar
A Lua brilhante, a única coisa
pra se olhar.
O alcool no copo ou no cérebro
A invisibilidade
Uma envocação maldosa, aqui e ali
Um olha cego, um pé congelado
E a vontade imutável
De se sentir água

Ela está ali.

A Lua está ali
Fugida de mim
Escondida atrás de um muro,
Escondida por uma luz mais fraca que Ela.
Que coragem é essa da luz
De esconder a Lua?
Logo, se apagou.