Ela não sabia bem oque fazer. Na verdade ela não tinha nem idéia.
E assim, com dúvidas, erros, tantos.. com diversos por enquanto , entretanto, ela andava do jeito distraída, com os olhos no céu e o céu nos olhos. Não se deixava atrapalhar pelo barulho que a cidade fazia, com tantos carros e pessoas, gritos e grosserias, ela era blindada a isso e seu fone de ouvido a ajudava. Conseguia sem força esquivar-se da rotina e da monotomia do dia-a-dia simplesmente porque ela não estava inteira ali, no máximo o corpo pertencia a aquele lugar, já que a alma vagava entre montes e pássaros, dançava ao som da natureza, junto as fadas o dia e a noite inteira. As flores e até as árvores sem folhagens eram magníficas ao olhos e o cheiro que exalavam acalmava e deixava-a em transe total. O céu, ah como ama o céu, no entardecer, quando o Astro está se recolhendo, deixando na tela, um lindo quadro de cores fortes e desenhos suaves, quase opacos diante do vermelho e violeta sobre o azul. Enquanto chove ela coloca a cabeça pra fora da janela e respira fundo, perdendo o fôlego e deliciando o cheiro do mato molhado. O conjunto da Mãe a alegrava e quase num êxtase os problemas pareciam desaparecer e de fato não se importava mais com eles, não conseguindo mais pensar, não conseguindo decidir entre certo e errado, quando tudo parece igual, talvez uma coisa agradável e outra não tanto, mas o errado já não existia.. O que a fazia feliz, o que a fazia sorrir, como poderia estar errado? Não era a mais perfeita, mas tinha suas qualidades, muitos defeitos que se cancelam diante da experiência tão grande e tão pouca em relação ao tempo. A força adquirida por lágrimas crescia cada vez que uma caía e molhava a face triste, limpando, purificando e transmutando-se em alegria e sabedoria. A vida não foi a mais fácil sempre, como todas as outras houveram obstáculos, dores, mas a vida de qualquer forma é bela, sempre nos da a chance de embarcar em algo novo, sempre nos da a segunda chance, uma pena tantas pessoas desperdiçarem...Mas ela não, ela viveu intensamente!
Riu para não chorar, chorou até rir, riu até chorar e viveu pra sempre, alcançando degraus cada vez maiores, transcendendo cada vez mais bela e... viveu. Qual é a maior proeza, senão a vida?
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